
(escutando Roberto Carlos & Caetano Veloso cantam Bossa)
Apesar da falta de inspiração para escrever nessa manhã sem cor, quero falar um pouquinho do poetinha vagabundo.
De todas as manifestações musicais existentes no Brasil , a Bossa nova é a que sem dúvida mais me comove, sensibiliza, faz deveras meu ser reclinar.
Talvez isso só seja possível pela obra deixada pelo nosso amando Vinicius que deu sabor a música brasileira, além dos tantos outros grandes nomes que compõe a gama da Bossa : Tom Jobim, João Gilberto, Toquinho e por aí vai.
O que mais me agrada nas composições do Vinicius são seus poemas em melodia, por que de todos os poetas que já conheci o que mais se aproximou da resposta do que é o amor, foi sem dúvida esse ícone Brasileiro.
Sensível ao mesmo que simples, diria singular esse é o adjetivo que sem dúvida mais se aproxima do seu eu.
Seus poemas, suas rimas, sua face de boêmio assumido, toda essa mistura de várias pessoas concentradas em uma única, o tornam grandioso.
É impossível ver, ouvir algo que Vinicius tenha escrevido sem não reparar na docilidade, na sutileza de se expor, sem medos e sempre completo.
Já me disseram para poetizar menos a vida; mas confesso o mesmo que respondi a essa pergunta:
“Não me canso de poetizar a vida...”
Faz parte de mim e do que sou e Vinicius tem forte peso nessa história.
Recordo que quando comecei me envolver mais com literatura odiava poemas, poesias e só via beleza nas prosas, ficções.
Um dia encontrei um livro só com poemas da fase ‘simbolista’ no Brasil e desde então me encantei com poemas, rimas.
Anos se passaram e nesse tempo conheci vários poetas, antologias poéticas, mas assumo que nenhum deles se compara ao Grande pequeno Vinicius.
Meu compatriota Vinicius vai aí minha singela mas sincera homenagem.
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