segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O direito de ser singular~




Me canso das pessoas facilmente.Isso se dá pela forma com que as mesmas se comportam.
Não que isso seja algo bom, mas de todo não é detestável tal sentimento.
Pe. Fábio sempre diz do direito de não querer ser multidão todo dia.
Observo as beatas na missa e fico indagando muitas vezes, como pode um discurso que deveria ser aplicado ficar equiparado ao bom dia que se dá ao padeiro, açougueiro ou sei lá mais quem.
Não tenho direito de julgo, mas me é permitido ‘sacar’ esse tipo de coisa.
Percebo que com o tempo os atos e falas ficam muito mais automáticos que verdadeiros.
Eu particularmente me permito o consolo do meu quarto, a clausura de não querer explicar coisas que muitas vezes nem eu entendo.
As pessoas (me refiro as estas que supracitei) se preocupam muito mais com uma aparência do que com o que se sente.
Me recordo de uma passagem bíblica em que os fariseus criticam os judeus por os mesmo não lavarem suas mãos ao comer ,algo do tipo.E o mestre sabiamente responde , que o que importa mesmo é o que está interiorizado dentro do coração.
Pois é, encaro o verbo evangelizar como uma ação de viver o evangelho a tal ponto que todos quanto se achegarem a mim percebam e o vivam mesmo que indiretamente.As palavras do Cristo ressuscitado vivendo em mim.
Eu quero sim, o direito de não ser multidão todo dia, de poder chorar sem saber o motivo, de não querer ser falsa comigo em forçar um sorriso que no momento eu não disponho.
Não; eu não quero formulas certas e humanas de como proceder, quero o direito de poder extravasar meus sentimentos, e de me desafiar fazendo isso.
Não sou o número de missas que já freqüentei, nem as vezes que confessei diante de um padre meus pecados, ou de quanto já chorei diante do Santíssimo.
Eu sou isso e muito mais e me intitulo tranquilamente como filha do céu, quero o direito de ser singular e me assumo assim.
Sou diferente de você, mas te reconheço como parte de mim, o que não te faz menor ou maior que eu.
Você é apenas diferente como eu sou, mas no fundo somos um.
O que aparento, como me visto, com quem eu ando, nada disso me diminui, afinal eu só não ajo nem escolho como você.
Eu me permito ser dessa forma e encaro tudo isso como sinceridade, não só com meu irmão, mas sinceridade comigo antes de tudo.
Sim,
Que o dedo de todos aponte pra mim,
Que todos os olhos se voltem pra mim,
Que todos os lábios atirem flechas.
Eu não me cansarei, eu me aceito, eu me permito eu me amo e te amo. Sei que tudo posso em Jesus meu salvador.
Este que não me aponta e não me julga superficialmente, mas que me conhece e me aceita com toda essa bagagem, com toda essa singularidade.
Eu quero sim e exijo o direito de ser assim,
singular.

Naykaa-_


Fim de semana engraçadissimo.
rs
Beijo com gliter
=**

Um comentário:

  1. Nossa!! Q texto lindo Nayka...
    Expressa uma realidade que muitas vezes nao queremos ver.....

    Bjus nega...
    saudades viu.....

    ResponderExcluir