Uma parte de mim se sente inexplicavelmente feliz já a outra parte sente-se indecisa.
É como se em meio a um mar imenso e celestial, pairasse uma maré trevosa. Não saberia explicar o que me acomete neste instante.
Acredito que possa ser aquele meu velho medo, querendo sair do armário me impedindo de enxergar as coisas da maneira que elas são.
Essa armadura que vesti pra tentar fugir do mundo, me anda pequena e está por apertar minhas articulações. Mas confesso que a mudança me amedronta. Não me sinto muito preparada pra criar novas manias e nova moral. É necessário mudar certas coisas, realmente eu sou “meia” difícil (pra não dizer que são totalmente difícil e imaleável). Sou daquelas resistentes a mudar de casa, aquelas acomodadas ditas revolucionárias de sofá. Acostumei-me com a RO- tina com os dias quase sempre vazios a ocupar meu espaço. A contingência me incomoda... Sou muito previsível isso é fato concreto e talvez imutável...
Enfim, mudando já de assunto, ontem abri minha gaveta de guardados... Me deparei com tantas coisas que já nem lembrava. Cartas que nunca foram enviadas, as muitas que já recebi em minha vida, os shows que eu gostaria de ter indo, mas que no fim não fui. As rosas que ganhei que agora estão murchas a manchar as páginas do meu diário.
O velho diário com a capa pendurada. As fotos dos antigos romances que agora já não significam nada... Só lembrança... Só passado... Uma vez por ano eu costumo fazer essas coisas, retrospectiva dos anos que findaram e formulação de metas pros anos seguintes. Bom avaliar o que mudou e o que precisa ser mudado. Por os tapetes pra fora é sempre bom.
Ps. Acordei abusivamente chata hoje
É como se em meio a um mar imenso e celestial, pairasse uma maré trevosa. Não saberia explicar o que me acomete neste instante.
Acredito que possa ser aquele meu velho medo, querendo sair do armário me impedindo de enxergar as coisas da maneira que elas são.
Essa armadura que vesti pra tentar fugir do mundo, me anda pequena e está por apertar minhas articulações. Mas confesso que a mudança me amedronta. Não me sinto muito preparada pra criar novas manias e nova moral. É necessário mudar certas coisas, realmente eu sou “meia” difícil (pra não dizer que são totalmente difícil e imaleável). Sou daquelas resistentes a mudar de casa, aquelas acomodadas ditas revolucionárias de sofá. Acostumei-me com a RO- tina com os dias quase sempre vazios a ocupar meu espaço. A contingência me incomoda... Sou muito previsível isso é fato concreto e talvez imutável...
Enfim, mudando já de assunto, ontem abri minha gaveta de guardados... Me deparei com tantas coisas que já nem lembrava. Cartas que nunca foram enviadas, as muitas que já recebi em minha vida, os shows que eu gostaria de ter indo, mas que no fim não fui. As rosas que ganhei que agora estão murchas a manchar as páginas do meu diário.
O velho diário com a capa pendurada. As fotos dos antigos romances que agora já não significam nada... Só lembrança... Só passado... Uma vez por ano eu costumo fazer essas coisas, retrospectiva dos anos que findaram e formulação de metas pros anos seguintes. Bom avaliar o que mudou e o que precisa ser mudado. Por os tapetes pra fora é sempre bom.
Ps. Acordei abusivamente chata hoje
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